segunda-feira, 23 de junho de 2014

Portugal, o que correu mal?

São variadas as análises ao que realmente correu mal no Portugal- Estados Unidos. A resposta é unilateral: tudo.

A seleção não está apenas munida de uma estrutura incompetente e que age segundo interesses secundários de cariz económico. Está igualmente apetrechada de "reformados" e jogadores em  baixa de forma. Foi evidente o desgaste físico dos jogadores, e ainda que se possa por a culpa no calor amazónico de Manaus, não é suficiente para justifica tal "amadorismo".


O setor defensivo é digno de um campeonato nacional de seniores, com a ala esquerda mais aberta que o grand canyon. Do meio campo, apenas se aproveitou William Carvalho, jogador de extrema qualidade. Na frente, a inconsistência de Nani e a passividade de Ronaldo dominaram uma catastrofe atenuada por Varela, o salvador da pátria em casos de aperto.

Mas o que Varela fez não foi mais que um adiamento do inevitável: saida permatura da seleção portuguesa que, segundo Ronaldo, é uma equipa mediana, mediocre, e claramente inferior à maioria das que participam nesta festa do futebol brasileira.

Espero ansiosamente a demissão do mister Paulo Bento, e da reformulação da seleção A.  Esperamos pela aprovação do Jorge Mendes...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Que (Costa) Rica surpresa...

A seleção Costa-Riquenha visitou a Univesidade do Recife para demonstrar a sua tese: o uso do coração e dos pulmões na superação de "super-equipas". O veredito dos júris foi peremptório - passagem aos oitavos-de-final.
Ninguém, à parte dos mais sonhadores, antecipava tal categórica participação e, numa altura em que Portugal duvida da presença dos seus "pseudo-navegadores" na fase seguinte da competição, estes devem direcionar o seu olhar para este corajosos centro-americanos. Poderá servir de exemplo.



Eventualmente podem se atribuir as culpas desta péssima exibição da "Squadra Azzura" ao clima, adverso à maioria do povo Europeu. Não se deve, contudo, cingir o êxito costa-riquenho a um acaso portanto, há que perceber os verdadeiros fatores por detrás desta fantástica participação. 

Geração-de-ouro? É provável que sim, ouro disfarçado, no entanto estes soldadinhos de metal barato transcenderam-se e superioriaram-se frente a uma Itália mediocre, e longe de todo o seu potencial. 

Algo me diz que irão mais além. Aposto em quartos-de-final.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

A Seleção Espanhola e a humilhação Alemã


O que têm as duas derrotas da Espanha neste Mundial que ver com a exibição portuguesa em Salvador? À partida, tudo, desde o mau desempenho aos péssimos índices físicos.


Isto porque, a Espanha, tal como Portugal, apresentou -se em campo com um onze desgastado e envelhecido. Se é verdade que o tempo pesa mais que chumbo, isso foi ontem provado:  Iniesta, pilar tático fundamental, apresentou-se apático e sem ideias; Sérgio Ramos e o seu cansaço também se refletiram na fraca organização defensiva que permitiu que a baliza de um desastroso Iker Casillas permitisse a entrada de tantos golos. 

Acima de tudo, toda aquela fórmula que fez do futebol praticado por nuestros hermanos o mais eficaz e demolidor, desapareceu. Que o tiki-taka está morto, já se o sabe há muito, pelo que esta filosofia de jogo que tantos títulos deu, esgotou-se de ideias aquando da saída de Guardiola do Barcelona. O futebol espanhol entrou em decadência, e o português está a caminhar para isso.

Um dos principais culpados é o selecionador. Paulo Bento provou mais uma vez mais a sua tamanha imparcialidade enquanto profissional ao escolher os vinte e três jogadores com o qual se sente mais à vontade para trabalhar e não necessariamente os melhores e mais aptos fisicamente. Acima de tudo, o mister tem medo de sair da sua zona de conforto, e teme arriscar em jogadores menos rodados: porquê a insistência em Miguel Veloso, quando tem William Carvalho à disposição?

Do jogo com a Alemanha retira-se a ideia clara de que a maioria dos atletas atravessam uma irreparável baixa de forma, e Cristiano Ronaldo incluí-se neste grupo. Que ninguém se equivoque: CR7 está mesmo lesionado, e as notícias que surgem em relação ao problema que leva no joelho esquerdo têm algo de verídico.

Dia 22 avizinha-se mais uma difícil batalha, da qual não restarão grandes expetativas. Depois da goleada da Holanda, a Espanha não se redimiu, perdendo 2-0 com o Chile. Conseguirá Portugal se desculpar ao povo, após a categórica humilhação germânica?

CR7 e a “confiança cega” de Paulo Fonseca

O que têm o astro do desporto rei e o melhor treinador do mundo um a ver um com o outro?


À partida, tudo, no entanto, e após uma exaustiva observação analítica, cheguei à conclusão que existe uma só coisa em comum entre cr7 e Paulo Fonseca: a cega confiança nas capacidades da equipa.

Ronaldo afirmou, na conferência que antecedeu o jogo, que tinha um forte pressentimento que a Alemanha iria ser derrotada. Ora, por analogia, o mesmo fez Paulo Fonseca, em Janeiro deste ano, quando questionado acerca das possibilidades do F.C Porto vencer o campeonato nacional. A confiança cega do ex-treinador do Porto foi transmitida, como que por magia, à máquina Ronaldo.
Ronaldo estava tão certo da vitória, que até abafou o assessor de imprensa, que a certa altura o interrompeu. CR7 respondeu com um, “calma, Onofre, deixa eu falar, senão vou-me já embora”. Foi nesse notável registo que o melhor do mundo se apresentou: calmo, descontraído, e com uma irracionalidade que se transmitiu para a equipa no dia seguinte.

A verdade é que, durante o encontro, Portugal viu o árbitro a ocupar melhor os espaços do que a própria equipa, que parecia ser alérgica ao relvado. Nani, quase sempre sozinho, sem ninguém a assisti-lo; João Pereira parecia um anão no meio da mannschaft alemã, e Moutinho revelou o porquê de o terem achado um “flop” do ano na ligue 1.

A “confiança cega” que assolou o balneário do Porto, no inicio do ano, contagiou-se, como que de soslaio, por entre a ferrugem das portas da sala dos técnicos em Campinas. Não se chega a perceber, acima de tudo, como é que o génio táctico, de Bento (não o XVI), se deixou influenciar pelo palavreado demasiado otimista do RÔ RÔ. A não ser que o Paulo Fonseca tenha mão nisto… Ou então o Bento é um Fonseca…