O que têm as duas derrotas da Espanha neste Mundial que ver com a exibição portuguesa em Salvador? À partida, tudo, desde o mau desempenho aos péssimos índices físicos.
Isto porque,
a Espanha, tal como Portugal, apresentou -se em campo com um onze
desgastado e envelhecido. Se é verdade que o tempo pesa mais que chumbo,
isso foi ontem provado: Iniesta, pilar tático fundamental,
apresentou-se apático e sem ideias; Sérgio Ramos e o seu cansaço também
se refletiram na fraca organização defensiva que permitiu que a baliza
de um desastroso Iker Casillas permitisse a entrada de tantos golos.
Acima de tudo, toda aquela fórmula que fez do futebol praticado por nuestros hermanos
o mais eficaz e demolidor, desapareceu. Que o tiki-taka está morto, já
se o sabe há muito, pelo que esta filosofia de jogo que tantos títulos
deu, esgotou-se de ideias aquando da saída de Guardiola do Barcelona.
O futebol espanhol entrou em decadência, e o português está a caminhar
para isso.
Um dos
principais culpados é o selecionador. Paulo Bento provou mais uma vez
mais a sua tamanha imparcialidade enquanto profissional ao escolher os
vinte e três jogadores com o qual se sente mais à vontade para trabalhar
e não necessariamente os melhores e mais aptos fisicamente. Acima de
tudo, o mister tem medo de sair da sua zona de conforto, e teme arriscar
em jogadores menos rodados: porquê a insistência em Miguel Veloso,
quando tem William Carvalho à disposição?
Do jogo com a
Alemanha retira-se a ideia clara de que a maioria dos atletas
atravessam uma irreparável baixa de forma, e Cristiano Ronaldo incluí-se
neste grupo. Que ninguém se equivoque: CR7 está mesmo lesionado, e as
notícias que surgem em relação ao problema que leva no joelho esquerdo
têm algo de verídico.
Dia 22
avizinha-se mais uma difícil batalha, da qual não restarão grandes
expetativas. Depois da goleada da Holanda, a Espanha não se redimiu,
perdendo 2-0 com o Chile. Conseguirá Portugal se desculpar ao povo, após
a categórica humilhação germânica?

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