O que têm o astro do desporto rei e o melhor treinador do mundo um a ver um com o outro?
À partida,
tudo, no entanto, e após uma exaustiva observação analítica, cheguei à
conclusão que existe uma só coisa em comum entre cr7 e Paulo Fonseca: a
cega confiança nas capacidades da equipa.
Ronaldo
afirmou, na conferência que antecedeu o jogo, que tinha um forte
pressentimento que a Alemanha iria ser derrotada. Ora, por analogia, o
mesmo fez Paulo Fonseca, em Janeiro deste ano, quando questionado acerca
das possibilidades do F.C Porto vencer o campeonato nacional. A
confiança cega do ex-treinador do Porto foi transmitida, como que por
magia, à máquina Ronaldo.
Ronaldo
estava tão certo da vitória, que até abafou o assessor de imprensa, que a
certa altura o interrompeu. CR7 respondeu com um, “calma, Onofre, deixa
eu falar, senão vou-me já embora”. Foi nesse notável registo que o
melhor do mundo se apresentou: calmo, descontraído, e com uma
irracionalidade que se transmitiu para a equipa no dia seguinte.
A verdade é
que, durante o encontro, Portugal viu o árbitro a ocupar melhor os
espaços do que a própria equipa, que parecia ser alérgica ao relvado.
Nani, quase sempre sozinho, sem ninguém a assisti-lo; João Pereira
parecia um anão no meio da mannschaft alemã, e Moutinho revelou o porquê de o terem achado um “flop” do ano na ligue 1.
A “confiança
cega” que assolou o balneário do Porto, no inicio do ano, contagiou-se,
como que de soslaio, por entre a ferrugem das portas da sala dos
técnicos em Campinas. Não se chega a perceber, acima de tudo, como é que
o génio táctico, de Bento (não o XVI), se deixou influenciar pelo
palavreado demasiado otimista do RÔ RÔ. A não ser que o Paulo Fonseca
tenha mão nisto… Ou então o Bento é um Fonseca…
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