quinta-feira, 19 de junho de 2014

CR7 e a “confiança cega” de Paulo Fonseca

O que têm o astro do desporto rei e o melhor treinador do mundo um a ver um com o outro?


À partida, tudo, no entanto, e após uma exaustiva observação analítica, cheguei à conclusão que existe uma só coisa em comum entre cr7 e Paulo Fonseca: a cega confiança nas capacidades da equipa.

Ronaldo afirmou, na conferência que antecedeu o jogo, que tinha um forte pressentimento que a Alemanha iria ser derrotada. Ora, por analogia, o mesmo fez Paulo Fonseca, em Janeiro deste ano, quando questionado acerca das possibilidades do F.C Porto vencer o campeonato nacional. A confiança cega do ex-treinador do Porto foi transmitida, como que por magia, à máquina Ronaldo.
Ronaldo estava tão certo da vitória, que até abafou o assessor de imprensa, que a certa altura o interrompeu. CR7 respondeu com um, “calma, Onofre, deixa eu falar, senão vou-me já embora”. Foi nesse notável registo que o melhor do mundo se apresentou: calmo, descontraído, e com uma irracionalidade que se transmitiu para a equipa no dia seguinte.

A verdade é que, durante o encontro, Portugal viu o árbitro a ocupar melhor os espaços do que a própria equipa, que parecia ser alérgica ao relvado. Nani, quase sempre sozinho, sem ninguém a assisti-lo; João Pereira parecia um anão no meio da mannschaft alemã, e Moutinho revelou o porquê de o terem achado um “flop” do ano na ligue 1.

A “confiança cega” que assolou o balneário do Porto, no inicio do ano, contagiou-se, como que de soslaio, por entre a ferrugem das portas da sala dos técnicos em Campinas. Não se chega a perceber, acima de tudo, como é que o génio táctico, de Bento (não o XVI), se deixou influenciar pelo palavreado demasiado otimista do RÔ RÔ. A não ser que o Paulo Fonseca tenha mão nisto… Ou então o Bento é um Fonseca…

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